“Residência da Terra” – Espectáculo comemorativo dos 15 anos do Colectivo Silêncio da Gaveta

dia 23 de Setembro 2013, segunda-feira, pelas 21h45
na Biblioteca Municipal da Póvoa de Varzim,
o Colectivo Silêncio da Gaveta, acende com poemas de Pablo Neruda (1904-1973)
15 anos de espectáculos poético-musicais.

“Residência na Terra” pelo Colectivo Silêncio da Gaveta

Pablo Neruda partiu da residência na terra a 23 de Setembro de 1973. No mesmo dia, em 1998, na Cooperativa Cultural a Filantrópica, a convite do Cineclube Octopus, o Colectivo Silêncio da Gaveta fixava residência na terra, com um espectáculo poético-musical alusivo à poesia do grande poeta chileno. Hoje, só o dia não tem a distância dos anos.
Com o propósito de escrever 15 anos de palavras ditas com música, o Colectivo Silêncio da Gaveta propõe-se fazer, na Biblioteca Municipal Rocha Peixoto, uma nova viagem pela poesia de Pablo Neruda, percorrendo o velho caminho com novas paisagens poéticas.
Residência na Terra é apenas um dos muitos livros que Pablo Neruda escreveu num percurso pela palavra poética que o levaria ao Nobel da Literatura em 1971.

Colectivo Silêncio da Gaveta

João Rios – leituras
Tiago Pereira – violino e piano
José Peixoto – guitarra acústica e acordeão

Imagem

Silêncio da Gaveta Inaugura “Residência na Terra”
Existimos antes de nascer. Não se trata de um embrião perdido na barriga do tempo. Serve apenas para lembrar outros crepúsculos poéticos que, em vez de 15 adolescentes anos, nos dariam 20 mais maduros.
Um certo dia, João Rios foi proibido pela polícia de ler poesia num Bar, que morava no Largo do Passeio Alegre, chamado Obras Públicas. Porque os poetas nunca aprendem a calar, João Rios convidou toda a gente a ir para a praia junto ao Diana Bar, transferindo as forças e as vontades para um cenário de mar e estrelas. Fui a casa buscar a guitarra e escrevi nas cordas os poemas sem medo. Tempos depois, voltamos a encontrar-nos no bar do antigo casino de Vila do Conde, novamente abraçando na música toda a palavra poema.
Em 1996, criamos, na rádio Foz do Ave, um programa semanal, “No Silêncio da Gaveta”, onde todos os poetas tinham tempo de antena. Programa esse que transitou para a Esposende Rádio e se manteve nos últimos 15 anos, somando 17 anos de emissões.
Um outro dia, ainda mais certo, João Rios foi convidado pelo Cineclube Octopus para dizer poemas de Pablo Neruda. Entre copos e palavras, convenceu-me a compor 15 músicas para 15 poemas. Exactamente o número de anos que rimamos palavras com música, no Colectivo Silêncio da Gaveta. Ao acaso deu-se o caso, em 2007, de encontrar o violino do Tiago Pereira, num palco em Vila do Conde, onde em trio fizemos o Instante de João Rios e o Cântico Negro de José Régio.
Em trio viveu, a maior parte do tempo, o grupo de expressão poética. Por isso, ninguém pode estranhar que, em 1999, a mesma dupla tenha criado as Edições Silêncio da Gaveta, onde foram publicados 19 títulos.
Nos 15 anos de Colectivo Silêncio da Gaveta, foram alguns os nomes que abraçaram o projecto: a percussionista Rock Pires, a voz de Bruno Neiva, a pianista Fátima Fonte, e a guitarra portuguesa de Paulo Lemos. Outros músicos, outros poetas, outras vozes colaboraram com o Colectivo num ou outro espectáculo poético-musical. A todos o nosso abraço na preguiça.
José Peixoto

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